

No parqueA brisa fresca e perpetuadora banhava-me clandestinamente, enquanto eu erguia os meus olhos e te avistava, no fundo do meu horizonte, no meio duma multidão cujos rostos eram indecifráveis. Porém eu conseguia ver-te e sentir-te. A tua presença despertava a minha atenção, acicatando o meu subconsciente deveras perdido.No parque
Repentinamente a tua vista também me alcançou, os teus olhos encontraram-se com os meus e sorriram regozijados. Simultaneamente direccionámo-nos um para o outro. Os nossos corpos moviam-se maquinalmente, enquanto a alma, essa alentava-se com o reencontro e ansiava voltar a sentir-te. A distância entre nós dois havia-


FUGASorrateiramente abri a janela e espreitei. Ninguém se via e o barulho do silêncio deu-me um irrevogável alento. Ergui os braços e impulsionei o meu corpo, concentrando todas as minhas forças e esperanças naquele salto.FUGA
A bagagem mínima que transportava exercia em mim um peso enorme que não concordava em pleno com a quantidade de acessórios que era transportada…dentro de mim era certo que vinham todas as memórias doces que naquele momento decisivo, que mudaria a minha vida, ainda me fizeram vacilar. O abraço carinhoso e atento da minha mãe, o sorriso longo e caloroso do meu pai, o gozo descabido do meu despropositado irmão, as inf


Mais um dia...Mais um dia, mais uma sequência de horas, de minutos, de segundos inacabáveis...Mais um dia...
Suspeito que a realização pessoal é uma meta cada vez mais inatingível ou então a distância até lá tende fugazmente a aumentar cada dia que pesarosamente se atreve a fluir. Olho em meu redor e depreendo da imensidão de caras que me rodeiam inúmeras expressões de rostos constrangidos que me fitam carregados de olhares perplexos indiciando-me, a mim, de uma aterradora loucura. Todavia não é pelos outros que me encontro neste preciso momento sentada nesta cadeira, que qualquer um manteria acordado, mas que a mim me oferece uma apetitosa e bárbara sonolê


A minha e a tua viagemAquela sombra envolvente que me amedrontou durante todas aquelas noites e tardes solitárias esvaiu-se, a angústia que me atemorizava e, inconscientemente, me vinha avisar de que estávamos cada vez mais longe desvaneceu-se, todo o desespero com que fui confrontada por mérito próprio, por pura estupidez, puro egoísmo, findou-se. O ar que voltei a respirar, depois do meu estado hipnótico e hibernante, pareceu-me mais aliciante, mais delicado, mais doce, pareceu-me existir mais beleza no mundo, pensei que durante a viagem que fizera a mim mesma tudo havia mudado de tal forma que agora atribuía um significado mais importante a pequenas coisas queA minha e a tua viagem


Entao o que Es Tu?-1-Entao o que Es Tu?
Era já de noite, quando acordaste daquele meio sono que te adormeceu gestos e palavras e se não também sentimentos e opiniões… Tinhas os olhos cansados de observar, de congeminar e questionar ocasiões e importâncias, meramente fingidas e deixadas ao desleixo, que te cercavam como alvos a ser abatidos. Enquanto bocejavas tentavas eliminá-los, esquecê-los ou então dissimulá-los entre a paisagem nublada que tanto caracterizava o teu ser. Mas não foste capaz. Não o poderias ignorar e assim te levantaste lentamente da tua cama, do teu refúgio das horas mortas e cada passo que deste ecoaram no grande salão como uma palavra po


Tambem eu ProssigoSe os teus silêncios incessantes não seriam fruto de uma desobediência escondida e dilacerada pela incertidão, seriam apenas momentos escondidos e semi apagados por um tempo sempre presente, que não desejarias de todo eliminar. Se assim fosse, e certeza tenho que assim o é, porque te refugiaste no silêncio como um porto de abrigo, de mim, de nós, de todo este mundo que gritava por não desabar, ao invés de gritares de frustração, encheres o teu peito de ar e chorares com palavras soltas, sentidos usados e cansados, por sentimentos que te abrangiam toda a alma e dos quais não te querias livrar… Não me cabe a mim julgar, porém, não cTambem eu Prossigo


Preto com VioletaO sol batia nas janelas escancaradas, dando ao quarto uma lucidez tal que nem o preto parecia preto, mas sim um azul claro, inundado de misticismo. Havia uma cama pequena, com uma colcha branca, encostada à parede despida e rugosa. Parecia um quarto de menina. Talvez pela claridade que o caracterizava, ou pelas almofadas desgastadas e debotadas que permaneciam em cima da cama, solitárias e rosadas. No entanto, havia algo que se destacava do resto da cena, um rapaz, que ao possuir um fato adranjoso e surreal lhe davam uma conotação negativa, uma palidez total, coberto de um negro profundo. No entanto era moreno, mais moreno que o costume, comPreto com Violeta


Silencio murmuranteEstou sentada nas escadas, de pernas cruzadas, esperando um toque suave da campainha. Ou do telefone. Balanço as pernas consoante a música que imagino mas não canto, os meus braços pendem, como mortos, sob as minhas pernas. Doem-me as costas mas não me mexo. Quero perpetuar esta singularidade, este meu esperar, esta minha esperança de te ver, uma sombra semi desvanecida pelo freixo da porta. Imagino cada passo teu, cada exalação, cada esgar… não consigo esperar…Silencio murmurante
És tu que vens, és tu que duvidas da minha vontade, mas eu oiço os teus passos, mesmo que longínquos a chamarem pelo meu nome. Se duvidas porque vens? Porque te sentes pr
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flax-
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Volta sempre**
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"...If I could fly away..."
Vou retribuir-te o watch, Ana.
Beijo, *
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m.
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"...cause haunting memories never go away..."
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"...cause haunting memories never go away..."
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"...If I could fly away..."
novinha por estas bandas. quando tiver mais tempo (estes malditos teste!...) venho dar uma espreitadela.
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surdez do papel [link]
silêncio do momento [link]
«morre jovem o que os deuses amam.» menandro
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"...cause haunting memories never go away..."
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"...If I could fly away..."
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